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Fulton J. Sheen chamou a FSSPX de “seita cismática”

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A luz mais brilhante da Igreja americana no século 20 está entre os muitos clérigos que chamaram a atenção da FSSPX por seu comportamento cismático,

Dez anos antes das consagrações cismáticas pelo Arcebispo Marcel Lefebvre, Sua Excelência Fulton J. Sheen previa o rumo que a FSSPX estava tomando. Na época (1978), a FSSPX já havia sido suprimida canonicamente, e Lefebvre tinha ordenado sacerdotes contra a vontade expressa do Santo Padre, o que lhe valeu uma suspensão a divinis.

Depois de receber uma carta de uma mulher preocupada com a FSSPX, Sheen escreveu uma resposta advertindo para as graves consequências de se brincar de “seita cismática”.

A autenticidade desta carta é indiscutível, mesmo pela própria FSSPX. A carta foi impressa no  The Angelus, braço editorial da Fraternidade São Pio X, logo depois que foi escrita, juntamente com uma resposta repreendendo Sheen.

21 de setembro de 1978

Cara Barbara,

Eu agradeço a sua amável carta e a admiro como a mãe de oito crianças pequenas. Estou certo de que você é ocupada, mas feliz.

Se você tem alguma influência sobre a sua amiga, eu lhe imploro que a convença a deixar a chamada Sociedade de São Pio X. Este grupo não tem aprovação eclesiástica, e de fato, pode levá-la, e possivelmente a sua família, ao cisma e até mesmo a heresia.

O Concílio Vaticano aprovou a atualização da Liturgia e entre as mudanças estão aquelas recomendadas para a Missa. As alterações feitas pelo Papa Paulo VI não foram mudanças doutrinais, elas apenas mudaram o latim para o vernáculo. Houve muitas mudanças na Missa através dos séculos.

O Senhor nunca disse a Missa em latim; Ele usou a linguagem da época. Além disso, a mudança na tradução não altera o sentido do texto. Estou sempre à procura de traduções que façam as Escrituras mais compreensíveis e claras.

Uma vez que eu nunca escrevo para alguém a menos que escrevam para mim, eu não escreverei para a Sra. Richardon. Peço-lhe para lhe dizer que ela deve retirar-se dessa seita cismática o mais rapidamente possível, ou sofrer a consequência de, possivelmente, encontrar-se fora da Igreja.

Deus vos ama!

† Fulton J. Sheen.

FONTE


Peter O’Dwyer. Sheen Even Called It Schism <http://www.churchmilitant.com/news/article/even-sheen-called-it-schism>. September 18, 2015

PARA CITAR


O’DWYER, Peter. Fulton J. Sheen chamou a FSSPX de “seita cismática”. <http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/concilio-vaticano-ii/diversos/820-fulton-j-sheen-chamou-a-fsspx-de-seita-cismatica>. Desde 19/09/2015. Tradutora: Michela Costa.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Grande bispo! Realmente a FSSPX tem dado muito fruto amargo, mas a pessoas estão cegas por causa do incenso e da casula. Pode-se falar mal do papa, dos sacramentos sendo suspeitos de invalidade (isso não tem problema) mesmo sendo um pecado contra fé na indefectibiliade da igreja… mas ouse falar que estão em cisma para alguém que esteja no meio deles. O mais bizarro é mostrar que não estão em comunhão e mesmo assim as pessoas não estão nem ai, reafirmam a fidelidade a eles, como é possível a pessoa achar que é católica quando duvida da promessa de cristo para igreja? nessas horas vejo como demônio é esperto, agora o protestantismo/cisma/rebelião vem tranvestido de casula, assim pensando estar dentro se coloca para fora do único redil de Cristo.

    • Eu te recomendo ler Comonitorio, de São Vicente de Lérins. Também recomendo estudar o dogma da indefectibilidade da Igreja, que pode ser dito de outra forma com a expressão “é impossível que a totalidade da Igreja perca a fé”. Ora se um dia ocorrer da totalidade menos um perderem a fé, o dogma estaria de pé (e nem poderia deixar de estar).
      A FSSPX não fala mal do papa, só comenta o que sai nos jornais e compara com a doutrina e a moral católicas. Ou você acha, por exemplo, que um papa adorando um ídolo em pleno Vaticano é uma coisa normal e boa para um fiel imitar?
      Quanto a comunhão, não estamos mesmo em comunhão com essa nova doutrina do Vaticano II. Nunca estivemos. O que dizer? Semana passada o Papa chamou o Patriarca cismático Bartolomeu I de “Sua santidade”, há poucos meses parabenizou, abençoou e recebeu a “arcebispa” anglicana Sarah Mulally, há cerca de um ano, logo após o conclave, acolheu os novos bispos comunistas sagrados na China durante o Conclave.
      Quanto a suspeição de alguns sacramentos, se o sacramento pra ti é subjetivo é um problema teu. Para a Santa Igreja nunca foi. Para ser válido precisa de matéria, forma, intenção e ministro. Seria absurdo falar que uma eucaristia de pão de batata nunca seria consagrável, ou que um batismo feito com coca cola seria inválido? Seria por em suspeição a validade de uma missa afro? Será que um padre que faz isso tem realmente a intenção de fazer o que a Igreja sempre fez? E você não ouviu falar de um padre, salvo engano americano, que foi batizado invalidamente e só descobriu anos depois da ordenação? Descobriu vendo o vídeo de seu batismo e vendo que o ministro empregou a forma errada. Ele teve que receber todos os sacramentos, desde o batismo até a ordem. E todos os sacramentos que ele conferiu até receber validamente a Ordem? Todas as missas, todas as confissões e extremas-unções, tudo inválido por anos! Ora, é absurdo suspeitar de um sacramento conferido nessas condições?
      Realmente o demônio é esperto, substituiu a fé bimilenar da Igreja pela “obediência”, que segundo a mesma fé não é obediência. Quanto a isso reafirmo a indicação de Comonitorio.
      Abraço.

      • Boa tarde, Josué.

        Seu conceito de indefectibilidade é refutado por São Roberto Bellarmino: “Além disso, deve-se notar que muitos desperdiçam tempo ao tentar demonstrar que a Igreja absolutamente não pode defeccionar, pois Calvino e os outros hereges concedem isso; mas sustentam que tal afirmação deve ser entendida em relação à Igreja invisível; portanto, pretendemos demonstrar que a Igreja visível não pode sofrer defecção; e, pelo termo “Igreja”, não entendemos um ou outro homem, mas sim a multidão congregada, na qual existem prelados e súditos”. (De Controversiis, DE ECCLESIA MILITANTE DIFFUSA PER ORBEM TERRARIUM, caput XIII)

        A indefectibilidade da Igreja supõe a permanência de suas notas e características essenciais, tais como as notas da unidade de fé, governo e culto, catolicidade, apostolicidade, a existência do Magistério, de bispos com jurisdição ordinária, infalibilidade, etc.

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