É comum vermos protestantes atacarem a doutrina do purgatório com afirmações como: “Não há segunda chance após a morte”, “Não existe arrependimento após a morte”, “Somos salvos apenas pela graça”, ou ainda “O purgatório anula o sacrifício de Cristo”. Essas objeções são repetidas à exaustão em artigos, vídeos e sermões que circulam pela internet, sem o devido compromisso com a integridade das Escrituras ou com a Tradição cristã histórica, mas movidos por interpretações pessoais e preconceitos teológicos.
Diante dessa realidade, é nosso dever, esclarecer o verdadeiro ensinamento da Igreja sobre o purgatório, demonstrando que ele não apenas está em perfeita harmonia com a graça de Cristo e com a lógica da Redenção, mas que é profundamente bíblico, racional e enraizado na fé dos primeiros cristãos. Longe de ser uma “invenção medieval” ou um “sistema de castigo”, o purgatório é expressão da misericórdia divina, que purifica a alma já salva para que possa contemplar a face de Deus em plena santidade.
O QUE É O PUGATÓRIO
Segundo o Catecismo da Igreja Católica:
“Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados. ” (CIC §1030).
Concílio Ecumênico de Lião I:
“…Finalmente, afirmando a Verdade no Evangelho, que se alguém blasfemar contra o Espírito Santo não ser-lhe-á perdoada nem neste mundo nem no futuro [Mat. 12,32], o que dá a entender que algumas culpas são perdoadas no século presente e outras no futuro, bem como também disse o Apóstolo, que o fogo provará a obra de cada um; e aquele cuja obra arder sofrerá dano; ele, porém, se salvará, mas como quem passa pelo fogo [1Cor. 3,13.15]; e como os próprios gregos dizem que creem e afirmam verdadeira e indubitavelmente que as almas daqueles que morrem, recebida a penitência, porém sem cumpri-la; ou sem pecado mortal, mas apenas veniais e pequenos; são purificadas após a morte e podem ser auxiliadas pelos sufrágios da Igreja; visto que [os gregos] dizem que o lugar desta purificação não lhes foi indicado com nome certo e próprio por seus doutores, como nós que, de acordo com as tradições e autoridades dos Santos Padres, o chamamos ‘Purgatório’, queremos que daqui por diante também eles o chamem por este nome. Porque com aquele fogo transitório certamente são purificados os pecados, não os criminais ou capitais que antes não tenham sido perdoados pela penitência, mas os pequenos ou veniais, que pesam mesmo depois da morte, ainda que tenham sido perdoados em vida…” (Concílio Ecumênico de Lião I, 13º Ecumênico).
O QUE NÃO É O PURGATÓRIO
Não é uma “segunda chance” após a morte – A salvação ocorre durante a vida terrena. Após a morte, a alma é julgada por Deus no chamado Juízo Particular, conforme Hebreus 9,27 e 2 Coríntios 5,10. Nesse momento, o destino eterno da alma é selado, não havendo mais oportunidade de arrependimento.
Não é um destino alternativo entre céu e inferno – O purgatório não é um “terceiro lugar”. As Escrituras ensinam apenas dois destinos finais: céu ou inferno (Mateus 25,34.41.46; Romanos 2,6–8). O purgatório é, sim, um estado temporário de purificação para as almas salvas que ainda precisam ser purificadas antes de entrar no céu.
Não é um lugar de méritos ou conquistas espirituais pós-morte – A alma no purgatório não ganha méritos; ela apenas passa por purificação. A conquista da salvação já foi decidida na vida terrena.
Em resumo, o purgatório é destinado às almas salvas, não aos condenados, e não se trata de uma “segunda chance” de salvação, mas de uma purificação final antes da visão beatífica. Compreender esse princípio fundamental.
EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DO PURGATÓRIO
I CORÍNTIOS 3,13-15
“…a obra de cada um se manifestará… se a obra de alguém se queimar, sofrerá perda; ele, porém, será salvo, mas como que através do fogo.”
Alegação protestante: “Isso fala de julgamento das obras, não da alma.” ou “O fogo é só uma metáfora para provações nesta vida.”
Resposta: Sim, é o julgamento das obras, mas a pessoa é salva através do fogo. Esse “fogo” não é o inferno, pois a pessoa é salva. Nem é o céu, pois lá não há sofrimento. Portanto, trata-se de um processo intermediário: o purgatório.
“Será salvo”: Não se trata de condenação. A alma está salva.
“Todavia como que através do fogo”: Há um sofrimento, uma purificação. O texto grego (“διὰ πυρός”) tem o sentido de atravessar ou passar por fogo real ou simbólico.
O contexto não é o Inferno (lá não há salvação), nem o Céu (lá não há sofrimento). Portanto, há um estado intermediário — purgatório. O texto claramente fala de um julgamento posterior à morte, no “Dia” (referência comum ao juízo final). O julgamento da obra de alguém após sua vida e a sua salvação por meio de fogo revelam um processo posterior à morte. Este versículo é amplamente interpretado Padres e teólogos primitivos como uma purificação final dos eleitos, tais como:
Orígenes (Homilia VI – Sobre Êxodo).
Santo Ambrósio (Comentário sobre o texto e Sermão XX Sobre Salmo 117)
São Jerônimo , (Comentário sobre o profeta Amós IV)
Santo Agostinho (Sermão sobre o Salmo 37)
São Gregório (Diálogo, IV, 39)
Assim a correlação purgatório dessa passagem bíblica com a doutrina da purificação pós morte tem sua base no ensinamento dos padres.
MATEUS 5, 25-26
“Reconcile-te depressa com teu adversário enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz ao oficial, e sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo.”
Objeção protestante: “É apenas uma parábola moral sobre reconciliação.”
Resposta: A parábola usa linguagem judicial, e seu final (“não sairás até que pagues…”) aponta para uma consequência real e proporcional. Se não há purgatório, não há motivo para essa advertência com castigo limitado e reversível após o julgamento. A aplicação direta da parábola é a prisão espiritual por causa do pecado. Se a alma entra no céu imediatamente ou vai ao inferno eternamente, não há lugar para esse “tempo de pagamento”. O texto sugere um estado temporário de punição proporcional, compatível com o purgatório.
Jesus fala de uma prisão da qual se pode sair após pagar o débito.
No contexto espiritual, esse “débito” simboliza penas temporais resultantes do pecado, mesmo após o perdão. O pagamento “do último centavo” mostra que a justiça divina exige purificação completa antes da entrada no Céu.
MATEUS 12, 32
“…quem disser uma palavra contra o Espírito Santo, não será perdoado, nem neste mundo nem no vindouro.”
Objeção protestante: “Jesus está apenas reforçando a gravidade do pecado contra o Espírito.”
Resposta: Jesus sugere que há pecados que podem ser perdoados no mundo vindouro, ainda que o pecado contra o Espírito não seja. Isso pressupõe que há alguma forma de expiação ou perdão de alguns pecados após a morte, o que se coaduna com a doutrina do purgatório.
A construção da frase implica contraste. Por que dizer “nem neste mundo nem no vindouro” se nunca há perdão depois da morte? A existência do perdão no além era presumida.
LUCAS 12, 47–48
“…aquele servo que soube a vontade do seu senhor, mas não a preparou, será punido com muitos açoites; o que não soube, será punido com poucos…”
Jesus mostra que haverá punições proporcionais, mas que não impedem a salvação. Isso ilustra a pena temporal — característica central do purgatório.
II MACABEUS 12, 43-46
“É um pensamento santo e salutar rezar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.”
Objeção protestante: “Esse livro não faz parte da Bíblia.”
Resposta: Foi removido por Lutero em 1517. A Igreja por 1500 anos o considerou inspirado. Jesus participa da festa da dedicação que foi instituída no livro de Macabeus https://apologistascatolicos.com.br/jesus-na-festa-instituida-nos-livro-de-macabeus/, e também o próprio livro de Hebreus cita Macabeus https://apologistascatolicos.com.br/50-comentarios-biblicos-protestantes-sobre-hebreus-1135-citar-macabeus-ii/. Dentre outras provas já divulgadas a exaustão aqui neste site.
Além disso, esse argumento foge da questão. A própria prática de orar pelos mortos se mantém por toda a patrística e é independente da canonicidade do livro. Mesmo se fosse “literatura devocional”, revela a crença comum do povo de Deus na purificação após a morte. Além disso, essa prática — orar pelos mortos — já era feita pelos judeus. Ora, se não há purgatório, por que orar por mortos, se estão no céu ou no inferno?
Mostra a prática judaica do século II a.C. de orar pelos falecidos.
Se os mortos estivessem no inferno, orações seriam inúteis; se estivessem no céu, desnecessárias.
Logo, há um estado intermediário de expiação temporária, onde orações são eficazes.
APOCALIPSE 21, 27
“Nela não entrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os que estão inscritos no livro da vida.”
Como Deus poderia permitir uma alma com pecado venial ou com imperfeições no céu? O purgatório responde a isso: uma purificação final da alma que já foi salva.
O céu exige pureza total.
Ora, muitos morrem em graça, mas ainda imperfeitos (apegos, veniais, vícios).
Se não há purgatório, essas almas iriam para o inferno — o que contraria a justiça e a misericórdia divina.
HEBREUS 12, 14 E 12, 22-23
“Sem santidade ninguém verá a Deus” […] “os espíritos dos justos aperfeiçoados”
Isso indica que até os justos precisam ser aperfeiçoados antes de entrarem na presença de Deus. Se a alma morre em estado de graça, mas ainda imperfeita, como se dá esse aperfeiçoamento? No purgatório.
Os justos que morreram estão ainda sendo “aperfeiçoados”. Isso indica que mesmo os santos não entram automaticamente na glória sem antes passar por alguma forma de purificação.
REFUTANDO OUTRAS ALEGAÇÕES PROTESTANTES
A. “O termo ‘purgatório’ não está na Bíblia.”
Resposta: O fato de um termo específico não aparecer literalmente nas Escrituras não invalida a doutrina que ele representa. A própria palavra “Trindade” não está na Bíblia, assim como termos caros à teologia protestante, como “depravação total” ou mesmo “Sola Scriptura”, tampouco são encontrados no texto bíblico.
Ainda mais curioso é que a expressão “Sola Fide” (“somente a fé”), aparece explicitamente uma única vez na bíblia, em Tiago 2,24, para dizer que o homem não é justificado somente pela fé, ainda assim protestantes dizem que esse termo reflete algo bíblico, mesmo a bíblia negando explicitamente.
Portanto, se os protestantes consideram doutrinas como a Trindade ou a Sola Scriptura como bíblicas com base no conceito e não na terminologia literal, o mesmo critério deve ser aplicado ao purgatório. O que realmente importa não é a presença da palavra, mas se a realidade que ela expressa está fundamentada nas Escrituras — e, como vimos, o conceito de uma purificação final antes da entrada no Céu está sim presente na Revelação divina.
B. “A salvação é pela graça, e o purgatório nega isso.”
Resposta: O purgatório não nega a Graça, o purgatório é fruto da própria Graça. A alma já está salva. A purificação é efeito da graça santificadora de Cristo, que purifica a alma das más inclinações e penas temporais.
C. “Cristo pagou por todos os pecados. Nada mais precisa ser feito.”
Resposta: Sim, Cristo redimiu a humanidade. Mas as penas temporais decorrentes do pecado permanecem. Exemplo bíblico: Davi é perdoado do adultério (2Sm 12), mas sofre as consequências temporais. O purgatório aplica isso à alma.
A Bíblia já apresenta essa diferenciação entre o castigo para a condenação eterna (inferno) e o castigo corretivo para os justos:
“Pois o Senhor corrige a quem ama, e castiga todo aquele que recebe como filho.” (Hebreus 12,6)
D. “Não há base neotestamentária sólida.”
Resposta: Pelo contrário, há diversas passagens do Novo Testamento que apontam com clareza para a realidade de uma purificação pós-morte: 1 Coríntios 3,13-15 fala de salvação “como que através do fogo”; Mateus 5, 25-26 menciona uma prisão espiritual da qual se sai após o pagamento de uma dívida; Hebreus 12, 14 e 12:23 ensinam que é necessário ser purificado para ver a Deus e mencionam “os espíritos dos justos aperfeiçoados”; Apocalipse 21, 27 afirma que nada impuro entra no Céu; e Lucas 12, 47-48 fala de castigos proporcionais, ainda dentro da salvação. Todos esses textos revelam a lógica e a necessidade de uma purificação final, compatível com a doutrina do purgatório.
Curiosamente, muitas doutrinas fundamentais do protestantismo, como Sola Scriptura, Sola Fide e a predestinação nos moldes calvinistas, não possuem qualquer base textual clara nas Escrituras. Sola Scriptura, por exemplo, não é ensinada em parte alguma da Bíblia. Sola Fide, como já visto, é explicitamente negada por Tiago 2, 24. E quanto à predestinação absoluta, o próprio Calvino admite que tal doutrina não foi ensinada por nenhum Padre da Igreja durante os primeiros séculos do cristianismo. Ainda assim, essas doutrinas são amplamente consideradas “bíblicas” por muitos protestantes. Por que, então, o mesmo critério não é aplicado ao purgatório, que possui respaldo tanto nas Escrituras quanto na Tradição apostólica?
CONCLUSÃO: UMA DOUTRINA BÍBLICA E RAZOÁVEL
- Está presente em diversas passagens bíblicas, ou seja é bíblica em sua base e lógica;.
- Harmoniza justiça, misericórdia e santidade de Deus.
- Respeita o ensino apostólico e patrístico.
- Dá sentido à oração pelos mortos — prática comum desde os primeiros séculos.
Excelente texto. Sou um católico que me desgarrei durante um bom tempo do caminho, por causa de dúvidas como essa, e estou na luta da reconversão. Este texto é bastante esclarecedor, educativo e reconfortante.
Segundo seu texto, Jesus salva, porém não paga toda a dívida.
Colossenses 2:13-15 diz que Cristo “perdoou TODOS os nossos delitos e CANCELOU o escrito de dívida”.
Se você diz que as penas temporais permanecem, logo diz que Jesus não “pagou toda a conta”, gerando uma contradição e fazendo com que o sacrifício de Cristo seja incompleto.
O sacrifício de Jesus é único e suficiente não só para salvar, mas também para nos purificar de todo pecado (1 João 1:7), não sobra nenhuma “mancha” em que necessite de uma purificação posterior.
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1 João 1:7)
Distorção das coisas já é comum em analises protestantes assim como é na bíblia.
1. Colossenses 2,13-15 — Cancelamento do “escrito de dívida”
Paulo afirma que Cristo “perdoou todos os nossos delitos” e “cancelou o escrito de dívida”. Mas isso se refere à condenação eterna do pecado, ou seja, à culpa (em latim culpa) que nos separava de Deus e nos condenava à morte eterna. Cristo pagou totalmente a nossa dívida no que se refere à salvação eterna.Isso não significa que Ele tenha eliminado todas as consequências temporais do pecado, nem mesmo na vida do cristão
2. 1 João 1, 7 — “Nos purifica de todo pecado”. Esse versículo não trata da remissão completa das penas temporais, mas da eficácia contínua do sangue de Cristo na caminhada do cristão.
“Se, porém, andarmos na luz… o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.”
A própria condição apresentada — “se andarmos na luz” — mostra que há um processo contínuo de purificação (verbo no presente). A salvação é um dom gratuito, mas a santificação é um processo, e o texto fala de purificação, não de isenção de consequências.
As Penas temporais são conceito bíblico, mesmo após o perdão divino, a Escritura mostra que Deus permite consequências temporais do pecado, inclusive em servos fiéis:
1 . Davi foi perdoado por seu pecado com Betsabá (2Sm 12:13), mas ainda assim sofreu consequências dolorosas: a morte do filho, instabilidade no reino, etc.
2 . Moisés pecou e foi impedido de entrar na Terra Prometida, mesmo sendo servo justo.
3 . Hebreus 12:6: “O Senhor corrige a quem ama…” a correção é uma pena temporal, não uma condenação eterna. Se toda consequência do pecado fosse removida com o perdão, não haveria mais correção, nem necessidade de crescimento espiritual, nem disciplina divina.
Se o salário do pecado é a morte, então o pecado tem um preço, segundo sua análise se Cristo morreu por tudo e já está tudo pago no sentido que você quer dizer, tava todo mundo salvo.
Segundo sua argumentação parece que Paulo não acreditava que o sacrificio de Cristo era suficiente, porque no mesmo livro de Colossenses ele fala:
“Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.” (Colossenses 1, 24)
Por fim, o conceito protestante, elimina a justiça divina.
Seu texto está falando sobre consequências que ficam na vida da pessoa após a morte, aí você dá exemplos de consequências que ocorrem aqui em vida. A pessoa tem as consequências dos pecados em vida, é claro, porém isso acontece em vida pois ainda estamos com um corpo de carne, falho, como Paulo diz que o mal que ele não quer esse ele faz (Romanos 7:19) e como os exemplos que você citou de Davi e Moisés.
Já sobre o pós vida, quando recebemos um corpo glorificado, vocês dizem “Cristo perdoou tudo MAS…” e adicionam culpas extras que devem ser pagas depois da morte.
Colossenses não está falando sobre as consequências do pecado em vida, pois ainda estamos em um corpo de carne, pecaminoso. O problema é que além da consequência em vida vocês ainda querem amarrar mais um fardo para a pessoa após a morte.
Como o próprio Jesus diz “Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.” (Mateus 23:4)
E sim, a santificação é um processo… e novamente, deve ser desenvolvida em vida (como em todos os exemplos que você deu).
Jesus diz que o jugo dele é suave, e o fardo dele é leve (Mt 11:30). Já vocês querem que seja pesado.
Por fim, o conceito católico, diminui o poder de Cristo (e só pra ficar claro, como o seu texto é sobre purgatório, estamos falando depois da morte) e adiciona fardos pesados sobre o povo.
Como responder a Objeção protestante de que a purificação é em vida?Ele usam IJoao 1:7-9
Ele já respondeu ao responder meu comentário… ele disse:
“2. 1 João 1, 7 — “Nos purifica de todo pecado”. Esse versículo não trata da remissão completa das penas temporais, mas da eficácia contínua do sangue de Cristo na caminhada do cristão.”
Se liga na contradição… o texto diz “Nos purifica de TODO pecado” e ele diz que não se trata da remissão “completa” das penas temporais. Ou seja, para a doutrina católica, o sacrifício de Jesus não foi completo, deixou manchas para trás que precisam ser limpadas posteriormente.
Aí em seguida ele fala que as penas temporais são um conceito bíblico e da os seguintes exemplos:
“1 . Davi foi perdoado por seu pecado com Betsabá (2Sm 12:13), mas ainda assim sofreu consequências dolorosas: a morte do filho, instabilidade no reino, etc.
2 . Moisés pecou e foi impedido de entrar na Terra Prometida, mesmo sendo servo justo.
3 . Hebreus 12:6: “O Senhor corrige a quem ama…” a correção é uma pena temporal, não uma condenação eterna. Se toda consequência do pecado fosse removida com o perdão, não haveria mais correção, nem necessidade de crescimento espiritual, nem disciplina divina.”
Porém os 3 exemplos de consequências que ele dá são de consequências de pecados EM VIDA e não depois da morte.
Ele ainda tenta argumentar que o conceito protestante “anula a justiça divina” mas na verdade é justamente o contrário, o fato de Jesus ter pago todos os nossos pecados reforça que Ele é a nossa justiça.
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus. (2 Coríntios 5:21)”
É risível como você faz força para não entender. Estamos falado de penas ou consequencias temporais, ai você vem com “purificar do pecado”, já está bem explicado para qualquer pessoas com o minimo de honestidade intelectual entender que a purificação do pecado é diferente a eliminação da pena, a pena é justamente a consequencia do seu pecado.
Você mesmo admite que existem as penas, ai do nada porque você quer, diz que essas penas não podem ser pagas após a morte, é porque você quer que não seja assim ou onde está regra para não ser assim? Reclame com Paulo e Jesus.
Pode falar que é risível, que não faço força… essa é uma tentativa de ridicularizar o outra parte para desmerecer o comentário dela (falácia do apelo ao ridículo), mas qualquer pessoa honesta vai ver que a doutrina de vocês é uma tradição de homens, basta procurar o significado de pena no dicionário:
“Punição atribuída a quem cometeu um crime ou ato censurável; condenação”
e depois ver o que a bíblia fala…
“Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” – Romanos 8:1
Fora os diversos outros versículos que citei aí nos outros comentários…
Jesus não só purificou dos pecados mas também pagou toda pena.
É uma doutrina tão insustentável que você mesmo não conseguiu dar exemplos de nenhuma pena sendo aplicada após a morte, somente em vida.
E sobre “reclamar” com Jesus, eu procuro conhecer o que Ele me diz para não cair nessas ciladas… ⁹ E disse-lhes: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições! – Marcos 7:9
Que Jesus ilumine os olhos do entendimento de vocês com toda sabedoria e graça (e falo isso com muito amor).
No mais, tenham um bom dia.
Novamente você usa versículo que não tem absolutamete nenhum relação com a doutrina do purgatório.
Você mencionou Romanos 8,1, De fato, “não há condenação para os que estão em Cristo Jesus”, mas quem te disse que o purgatório é uma condenação? Portanto esse versículo sequer pode ser usado nem de longe contra o purgatório, até porque ele corrobora o purgatório, uma vez que o purgatório purifica os que estão em Cristo, justamente para que entrem no céu.
O versículo fala de condenação eterna, não da purificação das consequências do pecado. O perdão de Cristo nos livra da culpa eterna, mas não elimina automaticamente todas as consequências espirituais e morais que permanecem mesmo após a morte.
A própria Bíblia mostra exemplos de pena ou purificação após o perdão:
Em 2 Samuel 12:13-14, Davi é perdoado por Deus (“O Senhor perdoou o teu pecado”), mas ainda assim sofre as consequências — uma forma de pena temporal.
Em 1 Coríntios 3:13-15, Paulo fala de pessoas que serão “salvas, mas como através do fogo”, ou seja, purificadas após a morte.
E em Mateus 12:32, Jesus diz que há pecados que “não serão perdoados nem neste século, nem no futuro”, o que sugere que há perdão no século futuro para outros tipos de pecado.
Portanto, não se trata de uma “tradição de homens”, mas de uma compreensão coerente com toda a Revelação:
Cristo pagou o preço da culpa eterna, mas cada alma ainda passa por um processo de purificação antes de entrar na presença de Deus (Hb 12:14: “sem santidade ninguém verá o Senhor”) e isso é justamente a misericódia de Deus.
No mais os versículos que vocês sempre trazem, não tem nenhuma relação com o purgatório, são apenas espantalhos que vocês mesmo criam, sem qualquer correlação ou referencia ao que é o conceito do purgatório.
A estrutura do site não permite responder diretamente ao último comentário do Rafael, por isso tenho que criar esse novo comentário.
Mas esse comentário é em resposta ao seu último. Bora que está ficando interessante…
Se você ler meu comentário, eu trouxe o significado de “pena” (que é o termo que você utilizou) e um deles é “condenação”, já que o termo pena não é encontrado diretamente na bíblia. Por isso utilizei o versículo de Romanos 8:1…
Sobre 2 Samuel 12:13-14… novamente, exemplo de que as consequências dos pecados acontecem em vida e não após a morte. Além disso, na época de Davi, não havia uma expiação perfeita como foi a de Cristo, mas como pra vocês não é perfeita pois ainda deixa manchas (contrariando as escrituras), não vai adiantar falar aqui.
Sobre 1 Coríntios 3:13-15, o princípio de que está falando de obras, você já concordou no seu artigo, então vamos complementar sobre a salvação através do fogo…
– Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas quer sejam más. (2 Co 5:10)
– Deus é fogo consumidor (Hb 12:29)
Com a complementação desses 2 versículos já é fácil compreender que o “passar pelo fogo” é o fato de que compareceremos perante a presença de Deus no tribunal. As obras serão provadas, porém isso não afetará nossa alma.
Sobre Mateus 12:32, Jesus cita nem nesse “século/era”, nem no “futuro/porvir”. Quando Ele fala “século/era”, Ele está se referindo a um período de tempo, onde temos o nosso atual e teremos um milênio antes de realmente vivermos a eternidade.
O milênio você encontra a citação em Apocalipse 20, vou deixar apenas um versículo aqui, mas compensa ler o capítulo todo.
Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos. (Apocalipse 20:6)
E Isaías 65 também fala sobre esse período, e vemos que nesse período, ainda é possível pecar, porém sem a influência de satanás que estará preso.
Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado. (Isaías 65:20)
E por que esse “porvir” está se referindo ao milênio e não à eternidade?
Justamente porque Jesus se refere como um século/era, ou seja, uma medida de tempo. A eternidade não pode ser medida como um período de tempo porque… é eterno.
Então vemos que Ele está se referindo ao perdão de pecados nessa era e posteriormente no milênio (onde vemos que é possível pecar como no versículo de Isaías que citei). Na eternidade já não existe mais pecado.
Jesus chama de “tradição de homens” aquelas tradições que contrariam as escrituras e o purgatório claramente é uma delas.
Na Bíblia e na tradição cristã, “pena” não significa apenas pena de condenação eterna, mas também pode significar pena temporal, ou seja, consequências do pecado mesmo após o perdão da culpa.
Exemplo claro:
2 Samuel 12, 13-14: Deus perdoa Davi, mas ainda impõe uma consequência (pena temporal). Hebreus 12, 6“O Senhor corrige a quem ama; açoita a todo filho a quem acolhe.”
Logo, Romanos 8,1 fala da condenação eterna, não das purificações que Deus pode permitir para nos santificar. Purgatório não é condenação. É purificação. Condenação é Inferno. Aqui há confusão de termos.
2. 1 Coríntios 3, 13–15 – Fogo das obras é só simbólico?
Você disse que o “fogo” se refere apenas à presença de Deus no julgamento.
Mas o texto diz que: “A obra de cada um se manifestará… será revelada pelo fogo… se a obra se queimar, sofrerá perda; ele será salvo, mas como que através do fogo.” (1 Co 3,13–15)
Ou seja:
A pessoa é salva, portanto não está condenada. Mas sofre uma perda, um passar pelo fogo. Isso não é inferno (pois é salva), nem céu (porque há sofrimento e purificação). Isso é exatamente o que a Igreja chama de purgatório.
3. 2 Coríntios 5, 10 e “fogo consumidor” (Hb 12,29) Você juntou estes para dizer que “o fogo” é apenas estar diante de Deus.
Problema:
Aqui você está admitindo a purificação diante da presença de Deus, isso é exatamente o purgatório. Várias padres antigos diziam exatamente isso, o purgatório é a úrificação da alma com manchas diante da presença gloriosa de Deus, o que faz queimar as manchas. VOcê está progredindo bem.
Em Ap 21, 27 está escrito: “Nada de impuro entrará no céu”. Se alguém morre em Cristo mas ainda com imperfeições não confessadas, vícios, egoísmo, etc… onde é purificado? No céu? No inferno? Ou existe um estado intermediário de purificação? O estado ou local onde isso acontece não é determinado pela Igreja, a Igreja e a tradição chama de Purgatório.
4. Mateus 12, 32 “Nem neste século, nem no futuro”
Você diz que “este século” é a vida atual, e “o século futuro” é o milênio. Problemas com essa interpretação:
Jesus está usando uma expressão hebraica idiomática para dizer: “não será perdoado nem agora nem depois da morte” (Talmud também usa essa expressão). Se há pecado que não será perdoado nem neste mundo nem no próximo, isso implica que há pecados que podem ser perdoados no próximo mundo — senão a frase não faria sentido. A Igreja primitiva entendeu assim desde o século I (Tertuliano, Orígenes, São Gregório de Nissa, Santo Agostinho).
5. Milênio (Ap 20) não é “século futuro”
A interpretação de Apocalipse 20 como um reinado literal de mil anos na Terra é típica do protestantismo moderno. Os cristãos dos primeiros 1500 anos interpretavam como reinado espiritual de Cristo (agora ou na eternidade). Isaías 65 fala de um tempo poético-messiânico, não literalmente do céu ou de cronologia.
6. “Purgatório é tradição de homens” ?
Na verdade: A doutrina tem base bíblica e era aceita pelos primeiros cristãos. Tradição de homens é de fato o protestantismo, que surgiu de um homem criando suas próprias doutrinas nunca antes cridas, e depois tantos outros criando suas próprias doutrinas para satisfazerem seus desejos.
Por fim:
Romanos 8, 1 fala da condenação eterna, não exclui purificação temporária.
1 Coríntios 3 mostra claramente salvação através do fogo.
Jesus ensina que alguns pecados podem ser perdoados no mundo futuro (Mt 12, 32).
A Igreja primitiva já orava e oferecia sacrifícios pelos mortos.
Portanto, a doutrina do purgatório é bíblica, lógica e histórica.
Opa! Vamos lá ^^
1. Sobre a pena, todos os exemplos de vocês citam como “temporal” são pagas em vida, o próprio exemplo de 2 Samuel 12, 13-14 é um deles, ou seja, não existem fontes que reforcem que essa pena continua após a vida.
Como citamos anteriormente, 1 João 1:7 a 9 é um exemplo que reforça que a purificação é feita em vida.
Veja outros exemplos:
– O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ele se assentou à direita da Majestade nas alturas, (Hebreus 1:3)
– E a si mesmo se purifica todo o que NELE tem esta esperança, assim como ele é puro. (1 João 3:3)
– muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! (Hebreus 9:14)
ou seja, a obra de Cristo foi completa, não deixou manchas ou algo que precise ser purificado posteriormente.
2. Complementando com isso, vamos compreender por que o versículo de 1 Coríntios 3:12-15 não está se referindo a uma purificação da alma.
No versículo 12, o Apóstolo Paulo nos diz que nossas obras são como uma edificação sobre o fundamento que é Cristo;
no versículo 13, ele diz que a obra de cada um será PROVADA pelo fogo e em seguida;
no versículo 14 ele diz que se a obra resistir, a pessoa vai receber uma recompensa;
e no versículo 15, ele diz que se a obra não resistir, a pessoa sofrerá o dano.
Aqui encontramos o problema, a palavra original grega que foi traduzida para “dano” é zēmióō e a melhor tradução seria “prejuízo”, e a própria tradução católica consegue deixar a tradução mais fácil de compreender, pois ao invés de dizer “sofrerá” ela diz “arcará”. Isso nos mostra claramente que Paulo ainda está falando de obras.
Logo em seguida, Paulo, até para reforçar que isso não tem nada a ver com a salvação, diz que nós estamos salvos PASSANDO pelo fogo.
Repare na diferença entre as obras que serão “PROVADAS” e nós que vamos “PASSAR”.
Você “passar” pelo fogo é totalmente diferente de você ser “provado” por ele, e aqui ainda conseguimos compreender que quando Paulo diz que nós passaremos pelo fogo, nós estamos passando sem ser “provado” por este fogo. E isso ainda é uma referência à fornalha de fogo, em que os jovens passaram pelo fogo sem sofrer o dano dele, e o próprio rei fala que havia um semelhante ao “filho dos deuses” junto com eles.
Quem é esse “filho dos deuses”? Claramente sabemos que é Jesus, presente até mesmo ali no Antigo Testamento. E mostrando pra gente que quem estiver com Jesus não vai ser “provado” pelo fogo.
3. Sobre Mateus 12:32:
Vou citar novamente a passagem de apocalipse:
Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos. (Apocalipse 20:6)
Repare como é citado que a “segunda morte” não tem autoridade sobre os santos. Se ele está citando a segunda, quer dizer que a primeira já passou. Isso reforça ainda mais o que Jesus diz sobre perdão de pecados no século vindouro, como você citou, após a “morte”, isto é, após a “primeira morte”, e ao final do versículo vemos que ele está falando do milênio.
Porém você disse que não crê nesse período como literal, o que pode causar alguma controvérsia, principalmente se considerar que esse período é agora, pois não vemos o reinado que é citado ali acontecendo. Já se considerar como a eternidade, entra naquele questão que citei anteriormente de não existir definição de tempo na eternidade.
4. Sobre a tradição de homens.
O que Jesus diz que são tradições de homens? São aquelas que contrariam as escrituras, basta ler Marcos 7.
Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. (Marcos 7:8)
Logo em seguida, Jesus dá o seguinte exemplo:
Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.
Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe,
invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.
(Marcos 7:10-13)
Portanto, a doutrina do purgatório é antibíblica e diminui o poder não só salvador, mas também purificador da obra de Cristo.
Uma semana e o sr. Rafael Rodrigues não respondeu mais nada, colocou o rabo entra as pernas, e saiu calado tocando pianinho, como é bom ver apologistas católicos metidos a besta se dando mal em seu próprio território.
É bem engraçado o conceito protestante de “vencer” debates, não importa o conteúdo, nem o que você falou em várias resposta, importa se você respondeu por último.
Não sei o que de extraordiário no comentário que não seriamos capazes de responder. É muita ilusão. Eu não preciso ficar aqui num debate interminável respondendo várias vezes o que já está exposto e refutado tanto no texto quanto nos comentários, se você não quer ler e precisa ficar vendo quem respondeu por último só lamento.
” importa se você respondeu por último.”
É isto mesmo, se respondeu por último e você não falou mais nada, é por quem cala consente, já que você não falou mais nada, então você consentiu com o que Lucas Marmo expôs, não tens vergonha na cara de passar vergonha na sua própria pagina de apologética?
“Não sei o que de extraordiário no comentário que não seriamos capazes de responder. ”
Então porque não responde, faltou argumento, ficou burro?
Cara, não precisa ofender o cara. Isso é péssimo pra imagem de qualquer cristão. Se ele não respondeu mais, é porque julga que não necessita mais de respostas.
Não é questão de vencer debate… ele expôs a ideia deles, eu expus um contraponto e cada pessoa que lê que julgue qual ponto tem mais valor.
Fico feliz que você avaliou que meu contraponto teve mais valor, mas ofender o cara não é a atitude que devemos ter.
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem. (Efésios 4:29)
Lucas Marmo, com todo respeito que tenho por você meu irmão, mas sim, o Rafael Rodrigues com toda sua apologética porca tem que ser ridicularizada aos olhos de todo mundo mais do que já esta, não é questão de ofensa é questão de colocar ele no seu devido lugar. E ele é tão incompetente que não se deu mais o trabalho de responder mais nada, o que demonstra o quanto ignorante ele é.
Me desculpe mas vou ter que te repreender… não temos que ridicularizar ninguém, isso é desejar o mal pra outra pessoa e saiba que isso não provém de Deus. Essas atitudes, na verdade, afastam quem verdadeiramente está buscando aprender com o Senhor.
Já participei de debate com católicos que volta e meia me xingavam nas respostas, e sinceramente, tira todo o crédito das respostas da pessoa e ainda envergonha o evangelho.
A instrução que o Senhor nos dá é a seguinte:
Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, (2 Timóteo 2:24,25)
Estou te falando isso para seu crescimento. Peça ao Senhor mais zelo com as palavras e amor ao próximo, pois este é o principal mandamento que o Senhor nos deu, amar ao próximo como a nós mesmos.
Tudo bem Lucas aceito sua repreenção, mas nada nem ninguém pode mudar minha certeza que este pobre coitado do Rafael Rodrigues precisa ser humilhado para deixar de todas estas suas crenças estúpidas e se apegar a fé verdadeira.
E o Rafael Rodrigues é tão fraquinho que precisar de alguém que não é da religião dele, que até foi derrotado em um debate, para o defender, ou seja, nem mesmo alguém da igreja dele aparece aqui para o defende, isto é o dobro da humilhação. Diante disto o que ele deveria fazer é fechar esta pagina de apologética e partir para carregar sacos de cimentos, talvez ele se torna útil em alguma coisa.
Mais um ataque de pelancas. Meu caro paladino da “verdade”, fico lisonjeado com tanto esforço dedicado a me atacar. É comovente ver alguém tão preocupado com a minha existência a ponto de escrever parágrafos inteiros destilando frustração. Parece que toquei num nervo sensível, não?
É curioso você falar em “humilhar” alguém enquanto demonstra um desespero infantil típico de quem está tendo ataques de pelanca. A propósito, se minha “apologética é porca”, por que você sente tamanha necessidade de gritar para o mundo que ninguém me defende? Uma ideia estúpida se refuta com argumentos, não com chiliques.
E sobre “carregar sacos de cimento”… Irônico, vindo de quem constrói argumentos com a firmeza de uma gelatina. Mas não se preocupe: se faltar cimento por aí, posso doar uns pra você.
No fim, agradeço: seu ataque é o melhor elogio. Afinal, é assim que descobrimos que estamos incomodando a ponto de vermos aqui uns chiliques apologéticos.
Sr. Rafael Rodrigues, é sério que você está mais preocupado com os meus ataques de pelancas do que continuar o debate com o sr. Lucas Marmo?
E até venho alguém aqui parecido com seu nome o qual confundi com fosse você, mas não, pelo que vi você ainda continua incompetente, pois ao invés de continuar o debate e dar respostas as últimas colocações do sr. Lucas Marmo que até o defendeu, e nem o agradeceu a defesa dele da sua pessoa, já que nem para se defender o sr. demora mais que uma tartaruga em férias, mas ao invés disto, se preocupou com meus ataques de pelancas, da para ver mesmo que o sr. é bem fraquinho, continue assim e esta sua página de apologética var ficar as moscas.
Olá, Rafael Rodrigues!
Eu gostaria de fazer algumas complementações referentes aos seus argumentos no artigo:
1 – Realmente, vemos muitos dizerem que o purgatório seria uma espécie de segunda chance, quando estaria bem longe disso, e acabam invocando o texto de Hebreus capítulo 9, em que se diz que após a morte vem o Juízo. A sustentação de que a tese do purgatório se encaixa perfeitamente nesse trecho da Escritura é que o purgatório é precisamente consequência desse juízo.
2 – O texto de Lucas 12 acredito que seja o mais eficaz para retratar o estágio purgatorial. Nós cremos que todas as palavras de Cristo hão de se cumprir, e, quanto a esta, não seria diferente. Ainda que muitos possam crer que a pessoa “durma” após a morte, em algum momento esse trecho da Escritura deve ser cumprido – e ele faz menção ao juízo. E, pelo que observamos, embora esteja em linguagem metafórica, há uma espécie de sofrimento inerente ao juízo, o que nos levaria à situação purgatorial. Isso serve tanto para quem crê que na imortalidade da alma como no fato de que a pessoa dormirá até a vinda de Cristo. Trata-se de uma possível consequência para o juízo.
3 – Um fragmento textual que observo que muitos utilizam é “o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado.” para tentarem negar o purgatório. No entanto, o apóstolo João não disserta como essa purificação ocorre. E é perfeitamente compatível que o purgatório seja esse sangue purificador de Cristo atuando na alma da pessoa.
4 – Muitos alegam que a existência de um purgatório anularia o sacrifício de Cristo. O que acontece é que Cristo nos salva da condenação eterna, a qual, requer, ainda, o nosso arrependimento e conversão. Mas isso não significa que não haja penas temporais. Observemos que os apóstolos, como São Paulo, em suas cartas alertavam para que comparecêssemos irrepreensíveis diante do Senhor. Logo, há a possibilidade de comparecermos repreensíveis diante dele, de modo que essa “repreensão” poderia facilmente ser o estágio purgatorial.
É, pelo jeito meus ataques de pelancas surtiu efeito, não é que o sr. Henrique Rodrigues resolver continuar o debate novamente, pensei que tinha desistido, já que transpareceu incompetência e frustração de sua parte.
Um pouco mais rápido em suas respostas, da maneira como conduz as coisas por aqui mais parece uma tartaruga manca.