Pedro foi o primeiro Bispo de Roma?

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A questão se Pedro foi de fato o primeiro Bispo de Roma ganhou recentemente proeminência popular nos Estados Unidos graças ao Best seller do historiador e crítico do papado Garry Wills, na qual vigorosamente rejeitou toda a idéia como um completo mito. Embora apresentado de forma simplista e sensacionalista, a tese do Will está ancorada na perspectiva de muitos, embora menos rígidos, eruditos críticos que defendem que Pedro não pode ter sido um bispo em Roma porque não havia bispos em Roma antes da metade do segundo século A.D. Muitos anos atrás, David Albert Jones O.P. desafiou em um jornal esta visão comum de episcopado no primeiro século. Um erudito, Francis Sullivan S.J., recentemente respondeu especificamente ao desafiou de Jones reafirmando a aparente perspectiva majoritária. Este artigo irá se referir brevemente á crítica do Sullivan ao Jones, e irá apresentar sob uma nova luz a evidência Neo Testamentária demonstrando que o questionamento de Jones da perspectiva crítica que predomina é tanto bem fundamentada quanto urgente.

O núcleo do desafio do Jones é direciona as falsas suposições subjacentes ao raciocínio usado para negar um episcopado no primeiro século. 1) a tendência ideológica de ver o ministério apostólico como “livre, vago, inspirado e leigo” enquanto vê “a emergência das formas clericais como uma perda da inocência primitiva” (Jones, p. 142); e 2) a negação da existência de um episcopado no primeiro século baseado nas alegações de silêncio das fontes antigas. Em essência, Jones detectou com razão um viés na literatura crítica contra a estrutura da Igreja desenvolvida como este de alguma forma contaminando a primavera apostólica. Como resultado, muitos eruditos críticos recusam em reconhecer a evidência neo Testamentária para um episcopado inicial. Este viés se encaixa bem na ênfase de alguns círculos teológicos contemporâneos de democratizar a Igreja sob o nome de “colegialidade”. Logicamente, como Jones pontuou, esta visão surgiu primeiramente como parte da velha idéia Protestante liberal de que a Igreja bíblica foi fatalmente corrompida pelos desenvolvimentos estruturais posteriores do Catolicismo.

A mentalidade identificada pelo Jones se torna mais evidente na literatura crítica que consiste em limitar o termo “bispo” a uma definição  estreita e anacrônica. Explicita ou implicitamente, os eruditos que negam um episcopado no primeiro século irão geralmente definir “bispo” como denotando “um administrador residente, permanente e solitária da Igreja em uma cidade”. Prima facie, esta definição é estreita e rígida. De fato, isto é anacrônico no sentido de projetar de volta ao primeiro século uma definição tão estreita que resulta em uma exclusão a priori das sérias considerações da maioria dos usos do episcopado ou bispo nos documentos do primeiro século em questão, chamados, Novo Testamento e a primeira carta de Clemente aos Coríntios  ( I Clemente ) escrita a partir de Roma  em 95 A.D.

Para crédito do Sullivan, ao contrário de outros, ele explicitamente define sua estreita descrição de bispo:”Um ‘bispo’ é um pastor residencial que preside de uma maneira estável uma igreja ou uma cidade e seus arredores” (Sullivan, p. 14). O que Sullivan deixa de fora, mas assume ao longo de seu livro, é que o título de bispo somente pode ser aplicado a um pastor residencial por cidade. O que esta arbitraria definição – proferida sem discussão – faz é automaticamente excluir qualquer apóstolo como um bispo, porque os apóstolos, especialmente Pedro e Paulo, eram primariamente missionários que se moviam de um lugar ao outro fundando novas Igrejas. Portanto, através de uma rígida e arbitraria definição, o debate sobre os bispos do primeiro século é fatalmente distorcido desde o início para defender a perspectiva crítica já estabelecida. Além disso, Quando um documento do primeiro século falha em falar explicitamente de um bispo neste sentido particular e estreito, o documento é dito manter “silêncio” sobre o episcopado. E esta alegação de “silêncio” é, então, interpretada como probatória da não existência de um episcopado no primeiro século. Ironicamente, após investigar esta definição anacrônica no debate, estes mesmos eruditos irão rotular qualquer tentativa de chamar um apóstolo de bispo – nenhuma surpresa – de anacrônica! O resultado final é que qualquer tentativa de voltar aos próprios textos do primeiro século para ver como eles definiam um bispo é rejeitada porque a definição já está predeterminada.

Portanto, o primeiro passo para ver todo este tema sobre uma nova luz é desfazer o seqüestro do termo “bispo” deixando os textos do primeiro século por si mesmos definirem um bispo do primeiro século e ver se esta nova definição iria incluir um apóstolo como Pedro. Se assim for, então não há nenhuma base plausível para negar o status Petrino como o primeiro bispo ou fundador de Roma.

Jones começo este esforço de retornar aos textos notando que “dos cinco ocorrências de episkopos no Novo Testamento, no sentido de um posto fixo, três estão no singular...”(Jones, p. 131). Em resposta, Sullivan demora e diz que ele pôde encontrar apenas duas ocorrências de episkopos no singular: 1 Tim. 3:2 e Tito 1:7 (Sullivan, p. 219). Jones infelizmente limitou sua referência as ocorrências singulares de episkopos usados “em um senso de um posto fixo,” e isto permite Sullivan excluir a singular referência a Cristo como bispo em 1 Pedro 2:25. A exclusão de referência a Cristo é injustificada. O uso altamente significativo de episkopos em referência a Cristo não pode deixar de nos dizer algo importante sobre o que “bispo” significava aos Cristãos do primeiro século quando aplicado aos seus irmãos Cristãos. Em todo caso, o argumento de Jones é que o uso do singular nos permite inferir o “monoepiscopado”, na qual ele define como se referindo ao “principal presbítero supervisor da Igreja local” (Jones, p. 132). Vale ressaltar que Jones não argumenta que apenas o presbítero principal era chamado de bispo no primeiro século, mas que na verdade “é um possível uso do termo até então, e que mais tarde se tornará padrão” ( Jones, p.132).

Embora concorde com o argumento bastante razoável e inovador de Jones, minha própria abordagem é mais ampla. Porque não olhar para todas as cinco ocorrências de episkopos, tanto no singular quanto no plural, para derivar disto uma definição de bispo no primeiro século? Sullivan e outros eruditos colocam muita ênfase em se estas referências a ofícios na Igreja no Novo Testamento estão no singular ou no plural como indicativos da rígida alternativas de colegialidade ou presidência por um homem só. Afirmo que é mais lógico focar primeiramente em se definir o que significa um bispo no primeiro século em razão para depois julgar a significância, se houver alguma, de usar o plural ou singular em um contexto particular. Talvez possa ser que uma definição genuína do primeiro século não necessariamente se enquadre nas alternativas assumidas pelos especialistas.

Como indicado pelo Jones e documentado pelo Raymond Brown há cinco ocorrências de episkopos se referindo a um “supervisor, administrador, superintendende, [ou] bispo” no Novo Testamento: Atos 20:28 (plural); Filipenses 1:1 (plural); 1 Timóteo 3:2 (singular); Tito 1:7 (singular); 1 Pedro 2:25 (singular). Mas esta lista curta esta incompleta para nossos propósitos. A palavra relatada episkope se referindo a um posto ou posição de um supervisor ou bispo também é encontrada em 1 Timóteo 3:1 em conexão com o uso de episkopos em I timóteo 3:2 (Brown, p. 323). Episkope também é contrado em Atos 1:20, Lucas 19:44, e 1 Pedro 2:12. Em adição, Brown documenta o formulário verbal episkopein que significa “para supervisionar, administrar, inspecionar, tomar conta” como ocorrendo em 1 Pedro 5:2 e Hebreu 12:15 (Brown, p. 323). O desafio é compor uma definição de bispo no primeiro século, seu posto, e sua função considerando toda esta documentação. Esta abordagem é bastante diferente do método excessivamente analítico da maioria das discussões acadêmicas. Em outras palavras, nós estamos tentando construir uma definição, não desconstruir o texto m peças não relacionadas.

Mas ainda há mais coisa a se considerar, visto que qualquer discussão sobre um bispo implica a discussão sobre um pastor. Portanto, as referências do Novo Testamento aos lideres da Igreja como pastores deve ser levada em conta para se poder entender as referências do primeiro século aos bispos, especialmente quando consideramos o papel de Pedro (João 21:15,17) (Brown, p. 325). Além disso, o termo presbítero não pode se ignorado, pela razão de que muitos eruditos concordam e, mais importante, os próprios textos indicam (incluindo uma série de textos listados acima com o complemento de 1 Timóteo 5:17) uma tendência de usar o termo presbítero e bispo de forma intercambiável (Brown, p. 333). Portanto, há uma riqueza de passagens do Novo Testamento a se considerar na formulação de uma definição de bispo no primeiro século. Qualquer tentativa a priori de limitar o escopo de textos a serem considerados deve ser rejeitada, seja se tal tentativa é baseada no número ( singular ou plural ) ou na palavra precisa envolvida ( por exemplo, uso como um substantivo que se refere a uma pessoa em contraste com uma função, ou uso como um verbo). Apenas se nos livrarmos destes limites arbitrários nós podemos ser fiéis aos textos em oposição a seguirmos uma mera convenção.

Se nós considerarmos Atos 1:20, nós vemos Pedro explicando que um remanejamento de alguém no lugar de Judas Iscariotes é necessária. Pedro cita Salmos que diz “tome outro o seu ofício”. (como alertado, todas as referências á Escritura são da Revised Standart Version – RSV.) A palavra traduzida como “bispado” é episkope referindo-se a função de bispo. Na Authorized Version (King James), a tradução é “tome outro o seu bispado.” Episkope é a mesma palavra usada em 1 Timóteo 3:1:” se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.” I Timóteo 3:2 então continua sua linha de pensamento usando episkopos em uma passagem familiar: “Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível....”

Portanto, em Atos 1:20, Pedro ata o ofício de apóstolo vacante por Judas ao ofício de supervisor ou bispo. A mesma palavra usada por Pedro em Atos é então usada em 1 Timóteo para se referir a um líder de Igreja local. Esta convergência contradiz as tentativas de alguns de divorciar totalmente a função de um apóstolo de um bispo. A inferência sensível é que o ofício de apóstolo incluiu a função de bispo. Uma vez que esta perspectiva é adotada, a idéia de que Pedro não poderia ter sido um bispo em Roma se torna implausível. Em adição, é legítimo comparar o uso dos termos em Atos e nas Epistolas Pastorais porque ambos os conjuntos de documentos parece ter se originado pelo fim do primeiro século.

Além disso, em I Pedro 5, Pedro se refere a si mesmo como um “ancião” ou presbítero. Mesmo que, como alguns especulam, Pedro não tenha escrito esta epístola, nós temos no mínimo um discípulo de Pedro do primeiro século chamando o mesmo de presbítero, provavelmente no período entre 70 a 90 A.D. (Brown Intro., p. 706). Como já exposto, os eruditos críticos habitualmente assinalam como episkopos e presbítero são usados de forma intercambiável no Novo Testamento. Este uso é aparente em 1 Pedro. No próximo versículo, I Pedro 5:2, os presbíteros ou anciões são exortados a “apascentar o rebanho de Deus.” Embora seja disputado, a RSV nota que algumas autoridades antigas adicionam episkopen a este verso para significar “exercendo supervisão.” Dada a referência aos anciãos e ao exercício de supervisionar nesta passagem, Pedro é, em feito, identificado por si mesmo ou por um discípulo próximo como um presbítero-bispo. Mesmo se nós ignorarmos a presença disputada de episkopen, continua verdadeiro que o presbítero e episkopos parecem ser usado de forma intercambiável em outras passagens no Novo Testamento e em 1 Clemente. Este uso torna difícil aceitar a tese de que Pedro não teria sido considerado um bispo ou episkopos enquanto residente em Roma.

Mais reforço para esta conclusão vem do uso de episkopein em Hebreus 12:15 para exortar os cristãos a “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.” Embora seja uma exortação a todos os Cristãos, é um pedido especialmente apropriado á missão dos bispos para manter a “sã doutrina” e “para refutar os que a contradizem,” como descrito em Tito 1:7,15. É um papel que Pedro realizou dramaticamente em Atos 5:1,6, “colocando pra baixo membros indignos da comunidade” (Brown, p. 325). Novamente, todos estes documentos parecem datar da última parte do primeiro século.

Também em 1 Pedro há a referência á Cristo como “pastor e guardião de nossas almas” (1 Pedro 2:25). A palavra traduzida na RSV como “guardião” é nada menos do que episkopos. A Authorized Version é mais reveladora do que a RSV do texto grego subjacente, traduzindo episkopos como bispo. Esta referência á Cristo como Bispo é importante, porque os eruditos críticos possuem uma tendência á dizer que um apóstolo como Pedro não poderia ter sido um mero administrador como eles dizem que episkopos deve implicar. Ainda, aqui episkopos é aplicado á Cristo e, portanto não é limitado a um mero funcionário ou algum tipo de administrador de baixo nível dos bens ou finanças da Igreja. Como resultado, se torna cada vez mais plausível que Pedro, o líder dos apóstolos, teria sido chamado de episkopos na Roma do primeiro século.

Chamar Cristo de bispo é significante, porque em João 21:15,17, Cristo comissiona Pedro a alimentar e cuidar de suas ovelhas. Conseqüentemente, seria natural ver o mesmo Pedro que sucede Cristo como pastor das ovelhas como também sucedendo Cristo como episkopos. Esta conexão natural é inevitável, sendo que 1 Pedro 2:25 chama Cristo tanto de pastor como Bispo de almas. Em adição, como notado anteriormente, em 1 Pedro 5:2, algumas autoridades ligam a exortação aos anciões para apascentar as ovelhas, á idéia de exercer supervisão (episkopein). Portanto, há uma inter-relação inegável entre a idéia de pastor, ancião, e episkopos. Quanto as datas de composição, o Evangelho de João, como 1 Pedro, é usualmente datado para o final do primeiro século, embora Brown acredite que João 21 foi “talvez” adicionado ao evangelho no período do ano 100 ao 110 A.D. (Brown Intro., P.374-376). Mesmo pressupondo esta datação tardia e admitidamente especulativa, afirmo que Pedro e João 21 estão suficientemente próximos no tempo para merecerem ser considerados em conjunto.

Além de usar o termo episkopos para se referir a Cristo, episkope é traduzido como se referindo a “visitação” de Deus em 1 Pedro 2:12. Nesta ocasião, episkope é usado em referência ao “visitar” do próprio Deus a humanidade. Um uso similar é encontrado em Lucas 19:44. Este uso reforça que nem episkope nem episkopos são limitados a tarefas administrativas de nível inferior, indignas de um apóstolo como Pedro, e novamente torna plausível que Cristãos Romanos não tenham hesitado em se referir a presença de Pedro como episkope.

A dependência de i Pedro para inferir o costume romano é particularmente apropriado, dado que 1 Pedro é visto como tendo sito escrito em Roma (Brown Intro., p. 706). É também digno de nota que Brown considera que “de todas as Epistolas Católicas, 1 Pedro possui a maior chance de ter sido escrito pela figura a quem ela é atribuída” – O próprio Pedro (Brown Intro., p.718). Se Pedro de fato escreveu 1 Pedro, a data de autoria é provavelmente 60 ou 63 A.D. (Brown, Intro., p.706). Antes desta época, nós já temos o mais antigo uso de episkopos no Novo Testamento, datando  por volta de 56 A.D. em Filipenses 1:1, na qual é, curiosamente, assim como 1 Pedro, possivelmente originário de Roma (Brown, Intro., p. 484). Todas estas informações tornam a noção de Pedro como bispo de Roma historicamente persuasivo.

Para resumir, uma boa definição de bispo no primeiro século seria aquela de um pastor especialmente vocacionado a proteger com determinação a sã doutrina e a paz da Igreja local. Esta é uma função exercida por Pedro, entre outros, no Novo Testamento. Não há nenhuma razão para duvidar que Pedro exerceu a mesma função enquanto residente em Rome antes de seu martírio. Também não há nenhuma razão para duvidar que os Cristãos Romanos tenham visto e descrito Pedro como episkopos no exercício desta função. Na verdade, um argumento sério pode ser feito de que os Cristãos Romanos tenham visto a chegada de Pedro como uma visita altamente significativa, semelhante à visitação de Deus referida em Lucas e Hebreus.

É simplesmente senso comum que, enquanto estava em Roma, Pedro não teria sido mais episkopos entre outros, mas antes o chefe ou um proeminente episkopos. É tentador chamá-lo de “arcebispo” no sentido do grego literal do chefe episkopos, archi-episkopos ( Cf. 1 Pedro 5:4). O chefe incontestável dos apóstolos que derrubou os falsos cristãos em Atos iria assumir claramente uma posição de autoridade proeminente em Roma. Portanto, a existência de um grupo ou colégio de presbíteros-bispos não exclui ou minimiza a função de Pedro como o bispo proeminente. Jones coloca esta possibilidade de forma clara: ”em uma comunidade em que os supervisores  colegiados eram chamados de episkopoi, ainda poderia ter havido o papel de algum bispo como cabeça, assim como existia o mesmo papel em igrejas que usavam um vocabulário diferente” (Jones, p. 137). No caso de Pedro, tal função é certamente muito mais do que uma mera possibilidade, dado seu prestígio apostólico e envolvimento íntimo com os eventos do ministério terreno de Jesus.

Dado o que foi exposto acima, nós podemos aplicar razoavelmente à função de Pedro como bispo chefe de Roma a noção de que ele foi o primeiro bispo ou fundador da Igreja de Roma? Enquanto parece que Cristãos Romanos precedem a chegada de Pedro em Roma, não há nenhuma razão para negar a antiga tradição da Igreja que Pedro juntamente com Paulo lançaram as fundações, através da pregação e do martírio, para a Igreja em Roma. Para ser preciso, nós podemos razoavelmente dizer que Pedro foi o primeiro bispo chefe ou fundador da Igreja em Roma. Este cenário levanta a questão do papel de Paulo nisto. Mesmo aqueles que rejeitariam a tese deste artigo admitiriam que a Igreja primitiva fez uma distinção entre Pedro como “pastor chefe” e Paulo como um professor de doutrina.[6] Esta visão tradicional mais o papel preeminente de Pedro entre Os Doze e sua proeminência nos eventos do ministério terrestre de Jesus tornam esta distinção entre Pedro e Paulo plausível. Em complemento, o próprio Paulo reconhece o papel especial de Pedro, mesmo na tensão da discordância, como um que era considerado um “Pillar” da igreja e cuja aprovação era muito desejável (veja Gálatas 2:9 e Brown Intro., p. 707 ).

Contudo, este exame da visão do Novo Testamento das identidades inter-relacionadas do bispo, pastor e ancião, e a consideração da liderança de Pedro entre os apóstolos produziu evidências persuasivas de que os primeiros Cristãos Romanos não teriam hesitado em ver Pedro como o bispo-chefe fundador ou pastor da Igreja de Roma. Embora a negação desta evidência seja comum, a evidência textual para esta conclusão se mantém persuasiva.

 

NOTAS


1 - David Albert Jones, O.P., “Was there a bishop of Rome in the first century?” New Blackfriars 80 (No. 937) (March 1999): 128 (mencionado como “Jones” )

2 - Francis A. Sullivan, S.J., From Apostles to Bishops: The Development of the Episcopacy in the Early Church (N.Y.: Newman Press 2001), 219-221(mencionado como “Sullivan”)

3 - Raymond E. Brown, S.S., “Episkope and Episkopos: The New Testament Evidence,” Theological Studies 41 (1980): 323 (mencionado como “Brown” )

4 - Raymond E. Brown, S.S., An Introduction to the New Testament (N.Y.: Doubleday 1997), 280,668 (mencionado como “Brown Intro.”).

5 - J.M.R. Tillard, O.P., The Bishop of Rome (Wilmington, Del.: Michael Glazier, Inc. 1983), 83.

6 - Garry Wills, Why I am a Catholic (N.Y.: Houghton Mifflin Co. 2002), 75-76.

 

PARA CITAR


 

Sobrino, Oswald. Pedro foi o Primeiro Bispo de Roma? Disponível em: <> Tradução: Djonatan Küster.

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